Apesar da seca severa dos rios da Amazônia em 2024 e dos inúmeros desafios ocasionados pelas mudanças climáticas na região, aproximadamente 35 toneladas de castanha e mais de 2,5 toneladas de cumaru foram comercializadas pela Cooperativa Mista dos Povos e Comunidades Tradicionais da Calha Norte (Coopaflora) em Oriximiná, na região do Baixo Amazonas até o início deste ano.
Esse bom resultado é fruto da união entre os povos indígenas, quilombolas e assentados que desde 2019 atuam juntos para fortalecer e desenvolver as cadeias produtivas da biodiversidade amazônica, por meio de soluções e estratégias inovadoras com produtos de base florestal renovável respeitando o meio ambiente e valorizando pessoas.
O foco na produção sustentável assegurou ainda a comercialização de aproximadamente 30 kg de pimenta assisí e 1,250 kg de copaíba, demonstrando a importância do extrativismo consciente que respeita os conhecimentos tradicionais das comunidades e busca a manutenção da floresta em pé, o que tem gerado renda, melhorando a vida e fortalecendo a identidade cultural dos envolvidos.
"Hoje a Coopaflora está colhendo os frutos de anos de trabalho e dedicação, que vão desde a realização de capacitações em mapeamento e boas práticas extrativistas até a implementação de entrepostos, e são ações realizadas graças a parcerias como do Imaflora, Iepé e outras instituições", frisou a presidente da cooperativa Maria Daiana Figueiredo da Silva, que foi reeleita presidente da Coopaflora para o período de 2025/2008.