Alguns setores da imprensa divulgaram com estardalhaço uma suposta filiação do ex-governador Simão Jatene ao PL e sua candidatura ao Governo do Pará. Tirando o fato de que Jatene ensaia passos para retornar à cena política, ambas as afirmações carecem de fundamento.
É verdade que políticos do PL, como o deputado federal Caveira, têm mantido diálogo com o ex-governador, mas não existe nenhuma decisão no sentido de sua filiação ao PL, pelo menos por enquanto. Quanto a ser candidato a governador é uma opção descartada.
Atento ao cenário político, onde enxerga um desgaste do condomínio de poder comandado pelo governador Helder Barbalho, Jatene não descarta de pronto a possibilidade de vir candidato ao Senado, no bloco de oposição, hoje liderado pelo prefeito Daniel Santos (PSB).
Mas Jatene só deve se envolver mesmo na disputa caso essas forças de oposição consigam construir um projeto de governo e de Estado. Ele avalia que hoje o que existe é apenas um projeto de poder, distante dos interesses da sociedade.
Sem vida fácil: oposição e governo
Aliás, não está sendo fácil para governo e oposição definirem suas candidaturas ao Senado. No palanque oficial, o veterano senador Jader Barbalho dá sinais que pretende concorrer à reeleição. Na cabeça do governador, as duas vagas seriam dele próprio e do presidente da Alepa, deputado Chicão (MDB).
O ministro Celso Sabino (União Brasil) tem interesse em disputar uma das vagas ao Senado caso seu partido fique na coligação governista. O PT também almeja o posto. Apesar do indicado pela legenda ser o deputado estadual Dirceu ten Caten, não se descarta a possibilidade da candidatura da deputada federal Dilvanda Faro.
As chances de Sabino crescem se Chicão substituir Hana Ghassan na disputa pelo Governo do Pará e o senador Jader Barbalho abrir mão da reeleição. Ou se Helder Barbalho participar de alguma chapa na disputa pela Presidência da República. Já para o PT, o mais provável é que indique o candidato a vice.
Nas fileiras oposicionistas, o senador Zequinha Marinho (Podemos) deseja ser candidato a reeleição. No PL, que tem como estratégia eleger a maioria dos senadores em todo o país, o deputado Joaquim Passarinho se apresenta como candidato, mas o deputado Éder Mauro sinaliza disposição de concorrer. E o deputado Caveira corre por fora.
Fonte: Blog do Saleme