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Protesto denuncia calote e suspensão de atendimento em hospital de Ananindeua

Funcionários do Hospital Anita Gerosa e moradores de Ananindeua protestam por suspensão do atendimento do SUS.

Por Portal Destak em 20/01/2025 às 09:47:06
Um grupo protestou nesta segunda em Ananindeua contra a ameaça de suspensão de atendimento no hospital devido o calote da prefeitura. Foto; João Nogueira/RBATV

Um grupo protestou nesta segunda em Ananindeua contra a ameaça de suspensão de atendimento no hospital devido o calote da prefeitura. Foto; João Nogueira/RBATV


Ananindeua - Na manhã desta segunda-feira, 20 de janeiro, funcionários do Hospital Anita Gerosa, junto com moradores de Ananindeua, realizaram um protesto em frente à unidade de saúde, exigindo uma posição das autoridades municipais sobre a suspensão do atendimento aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente no que diz respeito à maternidade pública. Os trabalhadores, por sua vez, demonstram receio de perderem seus empregos devido à crise financeira que atinge o hospital.

A situação é resultado dos constantes atrasos nos pagamentos da Prefeitura de Ananindeua ao hospital, que possui um convênio com o SUS para prestar serviços à população. De acordo com o portal da Transparência, a Prefeitura tem atrasado pagamentos de até seis meses, o que tem agravado ainda mais a situação do hospital, que já enfrenta uma defasagem dos valores repassados pelo SUS.

Até o dia 26 de dezembro de 2024, a Prefeitura de Ananindeua não havia quitado os pagamentos de serviços referentes aos meses de agosto, setembro, outubro e novembro do mesmo ano, além das verbas do SUS para o pagamento do piso nacional dos profissionais de Enfermagem, relativas aos meses de novembro, dezembro e 13º salário. De acordo com uma fonte do hospital, também estão pendentes R$ 390 mil pelo uso de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) durante o ano de 2023, o que eleva o calote a quase R$ 3,4 milhões.


Segundo uma fonte interna do hospital, o convênio com a Prefeitura de Ananindeua se tornou "insustentável". O hospital recebe recursos exclusivamente federais, que não são reajustados há 20 anos, além da falta de complementação financeira por parte do município. A situação se agravou ainda mais devido aos atrasos constantes no pagamento, que começaram em 2022, no segundo ano da gestão do prefeito Daniel Santos, e se tornaram mais críticos em 2023. "Chegamos a ficar quatro meses sem receber nada do município, e, quando os pagamentos foram retomados, formou-se uma bola de neve que ainda não foi regularizada", relatou a fonte, destacando que, nas gestões anteriores, os pagamentos eram feitos em até 60 dias.


Fonte: Dol

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