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Cocaína no avião da FAB

Militar condenado por levar pó em avião da FAB recebia drogas em motel

Ex-sargento da FAB foi condenado pelo STM em 2024 por levar cocaína em avião da Presidência da República. Ele recebia drogas em motel


Condenado por levar 39 kg de cocaína em avião presidencial recebia as drogas em um motel


O sargento da Força Aérea Brasileira (FAB) condenado por levar 39 kg de cocaína em avião presidencial recebia as drogas em um motel, no Núcleo Bandeirante, região administrativa do Distrito Federal. A sentença do Superior Tribunal Militar (STM), última instância, saiu no fim de 2024 e declarou Manoel Silva Rodrigues (foto em destaque) culpado pelo crime, com pena de 17 anos de reclusão. A reportagem procurou a defesa do sargento, que não se manifestou.

Na decisão, detalhes da investigação foram revelados, como a estratégia de buscar drogas no motel. O sargento foi ao estabelecimento dois dias antes de embarcar, passou 1h03 no local e deixou o carro com a cocaína em algum lugar. A investigação acredita que foi na Base Aérea da FAB. De lá, ele teria ido ao aeroporto e buscado o carro alugado que usaria nas próximas 48 horas até a data de embarcar com a comitiva presidencial para Tóquio, com escala em Sevilha (Espanha).

Essa não foi a primeira vez que Manoel usou o motel como parte dos esquemas. A investigação identificou que ele entrou com o próprio carro no local em outras duas ocasiões: em 28/4/2019 e 25/5/2019. Em 29 de abril, Manoel viajou internacionalmente para o Azerbaijão e fez escala em Madri – capital da Espanha.

A apuração entendeu que Manoel entregou o entorpecente na capital espanhola. Em 25 de maio, a visita ao motel ocorreu por motivo diferente. A Polícia Federal concluiu que Manoel retornava de uma missão em Recife (PE) e que teria também feito transporte de drogas para a capital pernambucana. Ele então teria ido ao estabelecimento para "comemorar" com a esposa o resultado da operação.

Pente do motel

Os investigadores começaram a suspeitar do motel como um ponto de passagem das drogas após encontrar uma mensagem da esposa do ex-sargento perguntando sobre um pente com a logo da rede que estaria na mochila dele.

"Manoel, sereno, confirma que pegou o item no citado motel, depois a adverte, pois tinha avisado sobre ter ido ao local antes da viagem para o Azerbaijão. A ida de Manoel a um motel, com o conhecimento de sua esposa, que se mostra nas mensagens ser uma pessoa ciumenta, intrigou a equipe de investigação."

Também foi com uma troca de mensagem que a polícia identificou que Manoel tinha outro celular, supostamente para usar no tráfico. O ex-sargento utilizou a linha telefônica nova para mandar mensagem à esposa se passando por outra pessoa para testar a fidelidade da companheira. Ela percebeu o truque e quis saber se o marido comprou o aparelho para mandar mensagens a outras mulheres em suas viagens. Segundo a investigação, o telefone seria usado para combinar os repasses de drogas.

As apurações apontaram para outras pessoas envolvidas, inclusive militares da FAB, mas somente Manoel foi condenado.

Metrópoles

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