"Foi maravilhoso e muito emocionante. Sou muito grata pelas pessoas que cuidaram de mim e que promoveram esse momento especial. Eu já estava um mês sem ver minhas crianças e agradeço muito". Essas foram as palavras de Charlene Cavalcante, paciente de 35 anos que está internada no Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém, oeste paraense.
A paciente estava há 30 dias sem ver as filhas e teve um encontro emocionante com elas, promovido pela unidade hospitalar. Junto ao esposo, Charlene pode reunir novamente sua família.
Natural de Óbidos, no oeste paraense, Charlene é mãe de três meninas: uma de 12 anos, uma de 5 anos e outra de apenas 9 meses. A paciente passou por um procedimento cirúrgico em um hospital particular de Santarém no dia 22 de novembro e após complicações, ela deu entrada no HRBA no dia 14 de dezembro, onde segue em tratamento.
O setor tem a rotina de passar nos leitos para analisar as necessidades assistenciais de cada paciente, diariamente. Em uma dessas visitas, Charlene sinalizou à coordenação de Enfermagem a necessidade de reencontrar a família antes do Natal. Foram realizadas algumas chamadas de vídeo, mas faltava o contato presencial, que ocorreu na capela da unidade, seguindo os protocolos hospitalares. A saudade pode, enfim, terminar em abraços e beijos.
O reencontro com familiares pode ser definido como um passeio terapêutico, sendo uma atividade que pode ser realizada por pacientes hospitalizados para proporcionar momentos interativos e fora da rotina. É uma estratégia de cuidado humanizado que contribui para o vínculo entre paciente e profissional, e para a qualidade de vida do paciente.
Os passeios terapêuticos podem ser realizados em diversos contextos como no entardecer, para contemplar o pôr do sol e interagir com o meio ambiente. Em períodos especiais, como Natal ou aniversário, na companhia de familiares e acompanhantes. Estes momentos podem trazer benefícios como o resgate de boas memórias e o despertar do desejo de otimismo que podem resultar em melhoria no quadro clínico.
"Esse vínculo afetivo, o envolvimento da família nesse cuidado tem reflexo na melhora clínica do paciente. A instituição sempre tem a preocupação de manter a política de humanização e ofertar dentro das nossas condições, proporcionar aos pacientes uma conexão com o mundo lá fora e que ele não perca o vínculo, principalmente com a família", destaca Lia Mara, coordenadora de Enfermagem da UTI adulto.
Weldon Luciano (HRBA)