dinalva Pinheiro, de 66 anos, natural de Óbidos - Créditos: Divulgação/Agência Pará
O Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém, no oeste do Pará, realizou o primeiro transplante de rim deste ano, beneficiando Edinalva Pinheiro, de 66 anos, natural de Óbidos. A ex-funcionária pública, diagnosticada com doença renal policística (DRP), enfrentou 22 anos de acompanhamento médico e cinco anos de diálise no Centro de Terapia Renal Substitutiva.
A cirurgia marca um importante avanço na saúde regional. "Confio nos profissionais do hospital e acredito que tudo dará certo", disse Edinalva antes do procedimento. Após a recuperação, ela planeja viagens de agradecimento a Nossa Senhora de Nazaré e Aparecida.
A DRP é uma condição hereditária que compromete os rins, podendo causar dores, hipertensão e cálculos renais. O transplante é indicado para pacientes com insuficiência renal crônica irreversível. O médico Henrique Rabello destacou que o transplante transforma a qualidade de vida do paciente, reduzindo os riscos de mortalidade.
Desde 2012 o HRBA realiza captações de órgãos, contabilizando 57 doações efetivas e 115 transplantes renais desde 2016. A renovação da autorização para captação e transplantes até 2028 reforça o compromisso do hospital com a saúde pública.
O sucesso do transplante evidencia a importância da doação de órgãos, dependente da autorização familiar. A Organização de Procura de Órgãos (OPO) Tapajós segue promovendo campanhas para sensibilizar a população e ampliar o número de doadores.
A indicação do transplante é individualizada e deve ser feita quando o paciente tem doença renal crônica com insuficiência do órgão, está em diálise ou fase pré-dialítica, e o quadro é irreversível.
Para o médico Henrique Rabello, o novo órgão é a forma de fazer com que o paciente saia do tratamento hospitalar e passe a fazer o tratamento em nível ambulatorial, melhorando a qualidade de vida e reduzir o risco de mortalidade.
O paciente, ao iniciar o tratamento de hemodiálise, é encaminhado para consultas pré-transplante e tem o nome inserido na listagem para receber um órgão novo. A compatibilidade genética entre os pacientes é o critério avaliado.
"Quando a gente recebe a oferta de um órgão, o paciente que tem uma genética muito próxima ao doador sobe nessa lista. Entramos em contato para avaliar a situação atual dele e em seguida, se estiver tudo bem, ele é chamado para efetuar a cirurgia", explica o médico.